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Sábado bíblico

De pôr do sol a pôr do sol (Êx 16:22, 23; Lv 23:32; Dt 16:6)

A Criação

A importância do quarto mandamento, que santifica o Sábado e mostra a relevância deste ato de fé, pode ser encontrada em diversos trechos da Bíblia, além daquele que narra os dez mandamentos. Logo em Gênesis, Moisés registra na criação da Terra o exemplo dado por Deus: “quando chegou o sétimo dia, Deus havia terminado sua obra. No sétimo dia, ele descansou de toda a sua obra. Deus abençoou o sétimo dia, fazendo dele um dia santificado, Porque foi o dia em que ele descansou de sua obra, de toda a criação, que ele havia feito” (Gn 2:1).

Entretanto, Deus precisava descansar? Em Isaías (40:28), o livro sagrado traz a seguinte afirmação: “O Senhor é o Deus eterno, o Criador de toda a terra. Ele não se cansa nem fica exausto, sua sabedoria é insondável”. Por isso, após a criação do mundo, quando o divino abençoou e santificou o sétimo dia, e logo descansou, Ele tinha o objetivo de dar o exemplo ao homem. Para mostrar que o Sábado é um dia sagrado, que deve ser reconhecido como um canal de bênçãos e como sinal do relacionamento profundo entre Deus e a humanidade (Êxodo 31:13; Ezequiel 20: 12, 20).

Para a humanidade

Quando em Gênesis, Deus reservou o Sábado como um dia sagrado, um dia em que o homem deveria descansar e aderir a comunhão com Deus como prioridade, não havia povos, nem religiões. Os únicos seres humanos que habitavam a terra eram Adão e Eva, que não eram judeus, gregos, ou romanos. Por isso, deve-se aceitar que este mandamento foi um presente de Deus para a humanidade, e não exclusivamente para os Judeus. “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Assim, pois, o Filho do homem é Senhor até mesmo do sábado” (Marcos 2:27,28).

O ciclo semanal

É de conhecimento geral que o movimento de rotação é que determina o dia em 24 horas. E que o ano tem 365 dias pois é aproximadamente o tempo em que a Terra leva para executar o movimento de translação.

Mas você já se perguntou por que a semana tem sete dias? A organização da semana em sete dias não depende de nenhum movimento astrômico, ou seja, não tem explicação científica. A justificativa está na Bíblia, mais especificamente no livro Gênesis. Deus criou a Terra em seis dias e abençoou e santificou o sétimo dia, para que fosse especial.

Essa organização temporal é mantida até hoje em todo o mundo.

Êxodo

O livro de Êxodo, que narra a saída do povo hebreu do Egito, também cita a importância de guardar o Sábado. Um mês antes de Deus apresentar a Moisés os seus mandamentos o povo que vagava pelo deserto estava faminto e mostrava descrença perante as palavras do profeta. Então, por meio de Moisés o Senhor disse: “Eis que vos farei chover pão dos céus, e o povo sairá, e colherá diariamente a porção para cada dia. (…) No sexto dia, que prepararão o que colherem; e será o dobro do que colhem cada dia” (Êxodo, 16:4,5). Ou seja, antes mesmo de apresentar suas leis, Deus já cita a importância de colher até o sexto dia para descansar no Sábado.

Do Éden ao Sinai

“Lembra-te!”, disse Deus ao apresentar a Moisés o quarto mandamento. Ao usar o verbo lembrar, Ele mostra que a santificação do Sábado havia sido apresentada antes do Monte Sinai, na criação. Ao criar a Terra, as plantas e os animais em seis dias e descansar no Sábado, Deus manifesta desde o Éden a importância de guardar o Sábado: “porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do Sábado, e o santificou”. (Êxodo 20:8-11)

O sexto dia

O sexto dia é considerado o dia de preparação para o Sábado. No Antigo Testamento lemos que no sexto dia se colhia porção dobrada de maná, e este não estragava como nos demais dias. Além disso, o alimento para o Sábado deveria ser preparado no sexto dia (Êxodo 16:4, 5). O Novo Testamento menciona o sexto dia como o “dia da preparação, isto é, a véspera do sábado” (Marcos 15:42). Hoje em dia, o sexto dia da semana tem a mesma função de preparação para o Sábado. Durante a semana deve-se organizar a casa, as roupas, o trabalho, os estudos e, no sexto dia, deve-se preparar o alimento em porção dobrada para dois dias.

Da Idolatria ao Legalismo

Quase cinco séculos transcorreram desde Neemias até o início do ministério de Cristo. Antes deste período intertestamentário, o povo judeu era adorador, mas violador do sábado. Após o retorno do cativeiro em Babilônia, nunca mais foram culpados de idolatria e mudaram a conduta com relação ao sábado, criando regras extras para que o mandamento do Sábado fosse respeitado com fidelidade. Eles acreditavam que, dessa maneira, poderiam evitar um novo cativeiro, como o vivido em Babilônia, e transformaram a mais misericordiosa instituição de Deus para a humanidade em fonte de angústia, em vez de conforto. Chegara o momento da intervenção de Deus, e no Novo Testamento, o Senhor do Sábado restaurou a guarda do Sábado como prática do amor a Deus e ao próximo.

Jesus e o Sábado

Após o exílio, a Bíblia traz muitos exemplos de que o Sábado foi um mandamento respeitado pelos povos. Jesus Cristo guardou o Sábado e tal costume se propagou entre os apóstolos. Ele ia à igreja aos Sábados para participar do culto e para ensinar ao povo sobre Deus, além de curar aos Sábados (Lucas 4:31-38). “Ele foi a Nazaré, onde havia sido criado, e no dia de sábado entrou na sinagoga, como era seu costume. E levantou-se para ler.” (Lucas 4:16). A morte de Cristo também possui relação com a santificação do Sábado, afinal Jesus morreu em uma sexta-feira, e foi num Sábado que descansou na sepultura. O ministério de Jesus Cristo demonstra o princípio por trás do Sábado: amor a Deus e ao próximo.

Questão de fé

Diferente de mandamentos como “não matar” e “não roubar”, que são penalizados pela sociedade, guardar o Sábado é uma questão de fé no Deus Criador e em Suas promessas para restaurar a vida, a saúde, os relacionamentos, a esperança. A guarda do Sábado traz consigo paz de espírito, renovação de mente e emoções, e bênçãos em todos os aspectos da vida.

Quando guardamos o sábado estamos lembrando de que há um Deus Criador, que é onisciente, onipresente e onipotente, e que não fomos abandonados num mundo caótico, mas podemos confiar a Ele o que temos de mais precioso: nossa vida, nossos sonhos, nossos relacionamentos, nossa saúde, nossos empreendimentos.

O Sábado e a queda de Jerusalém

A queda de Jerusalém foi previamente narrada por Cristo no livro de Mateus. O episódio, que ocorreu em 70 d.c, expulsou os judeus de Jerusalém após violentas batalhas contra Roma. Na Bíblia, Jesus aconselhou ao seu povo: “E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no Sábado” (Mateus 24:20). Jesus sabia que 40 anos após a sua morte o povo seguiria guardando o Sábado, o que indica que o Sábado não foi abolido com a morte de Cristo nem substituído pelo domingo em Sua ressurreição.

Paulo e a guarda do Sábado

Paulo foi um apóstolo que se converteu ao cristianismo após a ressurreição de Cristo. Ele perseguia e mandava matar os cristãos acreditando que estava fazendo a vontade de Deus. Após ter uma visão de Jesus, Paulo entendeu que deveria se unir ao grupo que estava perseguindo, fundou muitas igrejas e ajudou a espalhar a mensagem do amor e do perdão de Deus a todo o mundo de sua época.

O livro de Atos menciona várias ocasiões em que Paulo e outros apóstolos guardaram o Sábado: Paulo e seus companheiros iam aos Sábados na igreja (Atos 13:14); quase toda a cidade de Antioquia foi ouvir a mensagem de Paulo no Sábado (Atos 13:44); na cidade de Filipos, Paulo ensinou sobre o amor de Deus junto ao rio, num Sábado (Atos 16:11 a 15); Paulo e Silas assistiram ao culto e ensinaram sobre Deus em Tessalônica (Atos 17:2).

Compromisso eterno

Da criação da Terra à restauração da Nova Terra, Deus mostra ao seu povo a importância de guardar o Sábado. Enquanto céus e Terra durarem, continuará o sábado como sinal do poder do Criador. E quando o Éden florescer novamente na Terra, o santo e divino dia de repouso será honrado por todos debaixo do Sol. “Desde um sábado até ao outro”, os habitantes da Nova Terra irão “adorar perante Mim, diz o Senhor” (Isaías 66:23). O sábado nunca será anulado.

A origem do sábado

O sábado no Antigo Testamento

O sábado no período entre Testamentos

O sábado no Novo Testamento

O sábado na Nova Terra